Seu nome completo é Andreia Pereira de Andrade e nasceu em Santana do Araçuaí, Vale do Jequitinhonha, MG, em 1981. Sobre a sua arte, legado de seus pais João e Glória Maria Pereira de Andrade e de sua avó D. Isabel, escreveu Ferreira Gullar, em sua última crônica publicada na “Ilustrada” em 11 de dezembro de 2016. “… não custa nada imaginar que uma nova arte esteja nascendo”, escrita sob o impacto de uma obra, ao sentir a meiguice da menina dormindo com a chupeta na boca, ao percorrer a exposição, “A cerâmica do Jequitinhonha” na A Casa – museu do objeto brasileiro, São Paulo, SP, em homenagem a D. Isabel. Andreia veio de Santana do Araçuaí para estudar na Escola Guignard e retornou à sua terra para dar continuidade à arte da avó. Começou a modelar o barro ainda criança e, aos 14 anos, vendeu sua primeira peça, exibida com a produção da família numa exposição no Rio de Janeiro. Chegou a pensar em cursar arquitetura, mas optou por trilhar o mesmo caminho da mãe e da avó, inaugurando a terceira geração dedicada ao ofício. No entanto, foi a primeira a buscar orientação fora do círculo familiar: em 2005, veio morar em Belo Horizonte exclusivamente para estudar artes plásticas na Escola Guignard, onde chegou com a vantagem de 10 anos de mão na massa. Especializou-se em pintura e cerâmica e construiu na escola, com os colegas, um forno de barro típico dos artesãos do Jequitinhonha. Terminado o curso, deu aulas em Portugal e na Espanha, em janeiro do ano passado, e há seis meses retornou para Santana do Araçuaí. Hoje, integra espécie de trindade estética com a mãe e a avó: as bonecas de cada uma delas têm traços característicos que as diferenciam entre si, embora elementos comuns sejam nítidos quando as peças são observadas juntas.

Tamanho: 50 x 15 x 8 cm.

Preço: R$ 3.600,00.

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