
Em março de 2010 foi lançado no Ceará o interessante livro “Nem é erudito, nem popular – arte e diversidade cultural no Brasil”, obra dedicada a Mário de Andrade e Luiz Gonzaga, e assinado pelo artista Bené Fonteles, com ensaio fotográfico de Mila Petrillo e com fotografias de André Santangelo, TT Catalão e José Albano. E também aconteceu nesse mesmo ano importantes exposições no Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2007, e no Museu Nacional, Brasília, 2008-2009. Essas mostras foram exibidas durante a TEIA (Encontro Nacional dos Pontos de Cultura), onde Bené foi o artista-curador, e propôs um outro roteiro, outra direção para esse tipo de evento. Bené é artista plástico, músico, escritor, agitador cultural, um ser em ebulição constante, um homem generoso e de olhar agudo, crítico e acima de tudo coerente, dono de manifestos, canduras, cozinhas de tempo e mergulhos poéticos. Tem um longo percurso pelas artes, suas parcerias com Luiz Gonzaga, Gilberto Gil e Tetê Espíndola, entre tantos outros, bem como de arte contemporânea e literatura. Para refletirmos sobre essa proposta fica a frase usada na abertura do livro: “mais importante, como dizia Darcy Ribeiro, é re-inventar o Brasil que nós queremos e nos aventurar no mar da diversidade…”.
Na imagem, detalhes das exposições.
