Obras de sua fase intitulada: “Antiguos dueños de las flechas”, e, dessa fase, está exposta um óleo sobre tela medindo 70 cm x 85 cm no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand:

Tamanho 45 X 60 – 1986
Acrílico sobre tela

Tamanho 30 X 40 – 1985
Xilogravura

Tamanho 20 X 25 – 1985
Xilogravura

As obras dessa sua fase, feitas por esse importante artista paraense, radicado em São Paulo, e que teve uma exposição póstuma na Galeria Pontes (Texto abaixo), são alusivas ao universo indígena, de uma Amazônia que ficou na mente do artista reproduzida de forma poética inspirada na fumaça da memória. Ele descobriu, nas lembranças da infância e no convívio com a natureza, a grande diretriz de sua arte. Sua obra, uma linguagem plástica de elevados níveis de complexidade e sofisticação e com uma sensibilidade refinada e intuitiva, é a concretização do pensamento e aparece na série “Antiguos dueños de las flechas”, como quem busca identificar e elaborar sentimentos escondidos na memória. O rio aparece nesses trabalhos como uma de suas mais fortes metáforas, pensamentos obsessivos tentando elaborar memórias e afetos. Nesta fase, além de todos os materiais já utilizados anteriormente (óleo sobre tela, aquarela, nanquim, lápis de cor, colagem etc.), o artista passou a usar a pintura a óleo mais intensamente, realçando a cor e destacando a textura e passa também a utilizar um recurso novo: a aerofotogrametria.

Exposição individual de Valdir Sarubbi

Desenhos, pinturas e relevos

A Galeria Pontes uniu-se a um grupo de alunos e admiradores de Valdir Sarubbi (1939-2000) para celebrar a produção deste sensível artista paraense que produziu e ensinou em São Paulo. Foram apresentadas 22 obras minimalistas, entre desenhos, pinturas e relevos em técnicas mistas, lápis de cor, nanquim e colagens, duas telas inéditas que estava desenvolvendo quando ganhou o prêmio da Pollock-Krasner Foundation, além de alguns trabalhos da fase amazônica.

Curadoria: Alex Cerveny

Veja o que diz Renato Rezende, ex-aluno do Atelier Livre, na apresentação dessa exposição quando fala sobre o professor e amigo: “Acima de tudo, Sarubbi possuía uma profunda capacidade de amar: amava generosamente, com profundo respeito pela individualidade de cada aluno ou amigo, permitindo o florescimento de cada relacionamento com a mesma sensibilidade e esmero que percebemos em suas obras plásticas.”

Valdir Evandro Sarubbi de Medeiros. Pintor, desenhista, gravador, artista visual, professor. Em 1962, gradua-se em direito, e, entre 1969 e 1970, frequenta faculdade de arquitetura, ambas em Belém. Em 1971, muda-se para São Paulo. Em seus trabalhos, aparecem aspectos culturais da Amazônia e da paisagem da região. No início da década de 1970, desenvolve a série Meditação Labiríntica, composta por desenhos que formam labirintos coloridos, semelhantes ao estilo da cerâmica marajoara. Esses labirintos, posteriormente, transformam-se em rios vistos de cima, que passam a ser uma temática constante em sua obra. Realiza trabalhos com base em fotografias aéreas da selva amazônica, e na série Memoriae, apresenta obras abstratas relacionadas à representação do rio. Em 1986, desenvolve o Projeto Arte e Educação, como artista residente na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Em 1990, realiza um painel da série Meditação Labiríntica, na Estação Barra Funda do Metrô de São Paulo, e, em 1993, monta no Deutsche Welle, em Colônia, Alemanha, a instalação Xumucuís, composta por bastões que produzem ruídos ligados à sonoridade da água.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural
(https://enciclopedia.itaucultural.org.br)

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