Alcides Santos nasceu em 1945, em Recife, PE e morreu em meados de 2008 (não se sabe a data exata). Foi enfermeiro de Vicente do Rego Monteiro e desse contato surgiu sua vontade de ser artista. Começou a pintar em 1969, estimulado pelo pintor Antônio Cavalcanti, que lhe ministra orientação técnica e que o inicia na utilização das tintas a óleo. Nos anos 70 já havia chamado a atenção do poeta Joaquim Cardozo e do escritor Hermilo Borba Filho, que lhe dedicaram textos. Foi um dos destaques da XXIII Bienal de São Paulo, tendo uma obra utilizada como o cartaz desse evento. Refletindo com precisão o instinto mágico deste pintor do Nordeste, escreveu Olívio Tavares de Araújo: “Não há dúvida que a sua arte reflete mundos ameaçadoramente profundos e insondáveis. Quanto mais antigas, mais suas obras se mostram atormentadas e sombrias. E mesmo nas mais novas, sobrevive a fantasia que povoa os fundos dos quadros e – sob o ponto de vista pictórico – lhes fornece a parte mais fascinante. Refiro-me, é claro a esses peixes-pássaros, animais de uma fauna inexistente, muitas vezes bicéfalos, com uma cabeça em cada ponta do corpo e às formas ameboides soltas ao acaso no espaço, e aos signos arquetípicos- estrelas, mandalas, serpentes…”. Esse pernambucano foi um dos grandes nomes da pintura nos anos 1970. Suas pinturas são conhecidas por explorar elementos fantásticos e arquetípicos, como peixes-pássaros, formas ameboides e símbolos universais, como estrelas e mandalas, criando um universo visual que desafia a realidade convencional.
Tamanho: 50 x 70 cm.
