Raimundo Ferreira Lima iniciou sua arte santeira em 1979, aos 14 anos, sob orientação de Mestre Dezinho. Mas começou mesmo a se envolver com artesanato através de um vizinho que esculpia peças em madeira. Dim gostava da arte, dedicou-se a ela, nunca desistiu. Exigiu luta e sacrifício. Hoje procura ensinar, ser um multiplicador. Começou no quintal de casa, com os amigos dos irmãos que se interessavam. Por anos ensinou em presídios, menores infratores, meninos de periferia. Foi convidado em 1989 a fazer uma exposição individual, levou com ele meninos do grupo de risco do bairro para expor. Em 2019 foi convidado para a inauguração do Museu Janete Costa em Niterói – foi, mas levando os trabalhos de seus aprendizes. Seus trabalhos já foram apresentados em diversas exposições, destacando-se no IX Salão de Artes Plásticas do Piauí, 1983, onde recebeu o primeiro lugar na categoria escultura. Possui trabalhos nos Estados Unidos, Venezuela e Equador. É premiado em participações nos melhores Salões de Arte de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Belém. Em 2008 recebeu um Prêmio pelo IPHAN e Ministério da Cultura que contou com 1300 inscrições e apenas 90 ganhadores. Foi pra Limoeiro do Norte, Ceará, representando o Brasil em um encontro com 150 mestres no mundo todo e foi citado no livro “Eu Me Ensinei” de Edna Matosinho de Pontes. Além de escultor, Dim hoje atua na oficina de jovens artesãos como consultor.

Tamanho: 20 x 20 x 6 cm.

Preço: R$ 200,00.

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